quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Aumentam as ameaças das botnets e dos malwares bancários para Android


O crescimento do número de malwares em 2011 foi o maior na história, conforme a McAfee. “Desde que começamos a atuar, não tínhamos visto um crescimento tão grande como o que ocorreu no último ano”, afirma José Roberto Antunes, gerente de engenharia de sistemas da McAfee Brasil.
Atualmente, a empresa contabiliza mais de 60 milhões de malwares, dos quais 20 milhões surgiram somente neste ano.

Além disso, a forma de lidar com os códigos maliciosos mudou. Malwares tradicionais causam problemas no sistema e logo são detectados porque impactam o desempenho da máquina. Agora, surge um novo tipo de ameaça, classificado como persistente e avançado. Esse tipo de ataque é sofisticado e extremamente direcionado, normalmente a grandes organizações. É organizado por inimigos motivados, “não por brincadeira, mas há um motivo por trás desse ataque. E normalmente existe um financiamento envoldido”, explica Antunes.


Como exemplos, o especialista cita a Operação Aurora que, no início do ano passado, chegou a atingir até mesmo o Google. Através do envio de e-mails maliciosos a pessoas com altos cargos em empresas, os cibercriminosos tentavam explorar os sistemas das vítimas através de vulnerabilidades 0-day. Outros casos foram o da Operação Night Dragon, que atacou empresas de energia e gás, e a Shady RAT, que se espalhou por 14 países e afetou 72 empresas de todos os tipos e tamanhos. A maior parte delas (22) eram ligadas a órgãos do governo, enquanto companhias contratadas pelos Ministérios da Defesa ficaram em segundo lugar, com 13 ocorrências.














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